À la Claire Fontaine

 

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À la Claire Fontaine 

A la claire fontaine
M'en allant promener
J'ai trouvé l'eau si belle
Que je m'y suis baigné.

Il y a longtemps que je t'aime,
Jamais je ne t'oublierai.


Sous les feuilles d'un chêne,
Je me suis fait sécher.
Sur la plus haute branche,
Le rossignol chantait.

Il y a longtemps que je t'aime,
Jamais je ne t'oublierai.


Chante, rossignol, chante,
Toi qui a le coeur gai.
Tu as le coeur à rire...
Moi je l'ai à pleurer.

Il y a longtemps que je t'aime,
Jamais je ne t'oublierai.


J'ai perdu mon amie
Sans l'avoir mérité,
Pour un bouquet de roses
Que je lui refusai...

Il y a longtemps que je t'aime,
Jamais je ne t'oublierai.

-
Je voudrais que la rose
Fût encore à planter,
Et que ma douce amie
Fût encore à aimer...

Il y a longtemps que je t'aime,
Jamais je ne t'oublierai.


Para os versos no feminino, trocar baigné por baignée na primeira dupla (verso com duas frases),  amie por ami, no quarto,   e  mantenha   esta  versão  até  a   última  dupla.

Je voudrais que la rose
Fût encore à couper,
Et que le rosier même
Fût encore à planter...
Il y a longtemps que je t'aime,
Jamais je ne t'oublierai.

 

    By the Clear runnin Fontain

By the clear running fountain
I strayed one summer day.
The water looked so cooling 
I bathed without delay

Many long years have I loved you,
Ever in my heart you'll stay.

The water looked so cooling 
I bathed without delay
Beneath an oak tree shady
I dried myself that day

Many long years have I loved you,
Ever in my heart you'll stay.

Beneath an oak tree shady
I dried myself that day
When from the topmost branch
A bird's song came my way.

Many long years have I loved you,
Ever in my heart you'll stay.

When from the topmost branch
A bird's song came my way.
Sing, nightingale, keep' singing,
Your heart is always gay.

Many long years have I loved you,
Ever in my heart you'll stay.

Sing, nightingale, keep' singing,
Your heart is always gay,
You have no cares to grieve you,
While I could weep today.

Many long years have I loved you,
Ever in my heart you'll stay.

You have no cares to grieve you,
While I could weep today,
For I have lost my loved one
In such a senseless way.

Many long years have I loved you,
Ever in my heart you'll stay.

For I have lost my loved one
In such a senseless way.
She wanted some red roses 
But I did rudely say

Many long years have I loved you,
Ever in my heart you'll stay.

She wanted some red roses 
But I did rudely say
She could not have the roses
That I had picked that day.

Many long years have I loved you,
Ever in my heart you'll stay.

Now I wish those red roses
Were on their bush today
While I and my beloved
Still went our old sweet way.

Many long years have I loved you,
Ever in my heart you'll stay.

 

    Na Fonte Clara

Na fonte que clara
Eu vou passear
Acho a água tão bela
Que vou me banhar

Há muito tempo que te amo,
Jamais te esquecerei.


No alto d'um carvalho,
Eu me sinto seguro.
Sobre o mais alto galho,
O rouxinol faz seu trabalho.

Há muito tempo que te amo,
Jamais te esquecerei.


Cante rouxinol, cante,
Teu coração vive,
Teu coração sorria...
Enquanto o meu ardia.

Há muito tempo que te amo,
Jamais te esquecerei.


Eu perdi minha amiga
Sem saber o que causei,
Por um ramo de rosas
Que não lhe dei...

Há muito tempo que te amo,
Jamais te esquecerei.


Eu queria que a rosa
Fosse plantada,
E que minha doce amiga
Fosse assim amada...

Há muito tempo que te amo,
Jamais te esquecerei.


Eu queria que a rosa
Fosse assim cortada,
E que a própria roseira
Fosse assim plantada...

Há muito tempo que te amo,
Jamais te esquecerei.

( tradução e adaptação do Chefe Moacyr Mallemont)

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    À la Claire Fontaine nasceu no berço do romantismo francês do início do Século XVII, e foi levada para o Canadá pelos soldados do Marquis de Montcalm. Lá serviu como hino nacional canadense na revolta da Província de Quebec contra os ingleses em 1837. Nesse país bilíngüe, ganhou uma versão em inglês também bem conhecida. Os Celtas, que habitavam toda a Europa à cerca de dez mil anos atrás, não só construíam suas habitações na proximidade das fontes, como também a protegiam através de seus cultos. Elas deram origem a apelidos, e mais tarde sobrenomes, de pessoas que viviam nas suas proximidades; Fontes (português), Fuentes (espanhol), Fontaine (francês), Fontain (inglês) e Fontana (italiano), etc. O escritor de fábulas Jean de la Fontaine (A Cigarra e a Formiga, O Corvo e a Raposa, etc.), é um exemplo marcante. 

     Esta canção faz parte de todas as listas folclóricas, tradicionais, infantis e dos Éclaireurs (Escoteiros) franceses. À la Claire Fontaine possui uma força mística e um significado mágico que transcende a simples tradução. Vive no coração dos gauleses.

Referências Bibliográficas
- Charasse, Claudette /Pierre, Jacqueline/ .- Chansons du patrimoine .- Nathan , 1996.X

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